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Presidente interina da Venezuela propõe cooperação com os EUA após detenção de Maduro

Até agora , o discurso oficial manteve-se fortemente crítico. Contudo , no comunicado divulgado nas redes sociais e denunciado pela imprensa internacional, Delcy Rodríguez afirmou que o seu Governo passou a priorizar relações baseadas no respeito mútuo com os Estados Unidos.

Segundo a dirigente , essa nova abordagem surge após dias de tensão diplomática. Ainda assim , recorde-se que, no sábado, o Executivo venezuelano classificou a operação militar norte-americana como uma apropriação ilegal de recursos naturais do país.


Apelo ao diálogo e à cooperação internacional

Apesar das divergências , Rodríguez convidou formalmente o Governo norte-americano a cooperar com Caracas dentro dos limites do direito internacional.

“Convidamos o Governo dos EUA a colaborar connosco numa agenda de cooperação orientada para o desenvolvimento partilhado”, declarou. Dessa forma , segundo o presidente interina, será possível fortalecer uma convivência regional.

Além disso , sublinhou que a estabilidade regional deve assentar no diálogo. “O Presidente Donald Trump, os nossos povos e a nossa região merecem paz e diálogo, não guerra”, afirmou.


Delcy Rodríguez assume papel central

Entretanto , Delcy Rodríguez, que também exerce funções como ministra do Petróleo, continua a ser vista como a figura mais pragmática do círculo político próximo de Nicolás Maduro.

Por isso , os analistas recordam que Donald Trump já havia afirmado que Rodríguez demonstrava abertura para trabalhar com os Estados Unidos, sobretudo em matérias económicas e energéticas.


Governo mantém contestação às detenções

Ainda assim , o tom conciliatório não alterou a posição oficial sobre as detenções. Publicamente, Rodríguez e outros dirigentes classificaram a detenção de Nicolás Maduro e da sua esposa, Cilia Flores, como um rapto.

Ao mesmo tempo , reafirmaram que Maduro continua a ser, na sua visão, o líder legítimo da Venezuela.


Trump ameaça novas ações militares

Por outro lado , o Presidente dos Estados Unidos elevou novamente o tom. No domingo, Donald Trump afirmou que poderá ordenar novos ataques caso a Venezuela não coopere com os esforços norte-americanos para abrir a sua indústria petrolífera e combater o narcotráfico.

Além disso , Trump ameaçou ações militares contra a Colômbia e o México. Segundo ele , o regime comunista de Cuba “parece estar prestes a cair” sem intervenção direta.

Até o momento , as embaixadas da Colômbia e do México em Washington não responderam aos pedidos de comentário.


Um cenário ainda incerto

Por fim , apesar do discurso mais moderado adotado pelo presidente interina da Venezuela, o cenário permanece incerto. Assim , o futuro das relações entre Caracas e Washington dependerá da evolução diplomática e das decisões políticas tomadas nos próximos dias.

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