Os países da União Europeia aprovaram, nesta sexta-feira (9), o acordo comercial com o Mercosul. A decisão abre caminho para a assinatura do maior tratado de livre-comércio da história do bloco europeu, já na próxima semana.
A aprovação ocorreu durante uma reunião de embaixadores da União Europeia, realizada em Bruxelas. A informação foi confirmada por várias agências internacionais, com base em fontes diplomáticas da UE.
Decisão avança apesar da oposição
Apesar da resistência da França e de um grupo de outros países, a maioria dos Estados-membros decidiu apoiar o acordo. Assim, o processo avançou após anos de negociações complexas e adiamentos sucessivos.
Além disso, os países da União Europeia têm até às 13h (horário de Brasília) para confirmar formalmente os seus votos por escrito. Este passo é considerado um procedimento técnico, mas necessário para consolidar a decisão.
Acordo ainda depende do Parlamento Europeu
No entanto, o acordo ainda não entra imediatamente em vigor. Antes disso, o Parlamento Europeu precisa analisar e aprovar o tratado.
Caso receba luz verde dos eurodeputados, o acordo estabelecerá uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo. O tratado envolve a União Europeia e os países do Mercosul, nomeadamente Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
Impacto económico e político
Por um lado, os defensores do acordo destacam o potencial de crescimento económico, aumento das exportações e fortalecimento das relações comerciais entre os dois blocos. Por outro lado, críticos alertam para possíveis impactos negativos em sectores sensíveis, como a agricultura europeia.
Ainda assim, a aprovação pelos países da UE representa um marco decisivo num processo negociado ao longo de mais de duas décadas.
Próximos passos
Agora, a expectativa recai sobre o Parlamento Europeu. Enquanto isso, líderes europeus e sul-americanos preparam-se para a assinatura formal do tratado, prevista para os próximos dias.
Por fim, o desfecho do processo poderá redefinir as relações comerciais entre a Europa e a América do Sul nas próximas décadas.

