PRM alerta para os perigos do uso de electricidade como forma de segurança residencial
A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve um menor de 16 anos, na cidade da Beira, província de Sofala, por envolvimento no crime de homicídio involuntário. O incidente ocorreu na zona da Manga – Passagem de Nível, depois de o jovem ter electrificado as grades da residência onde vivia, provocando a morte de uma vizinha por descarga eléctrica.
Segundo a PRM, o menor assumiu a responsabilidade pelo acto durante o interrogatório policial. Dessa forma, as autoridades encaminharam-no para a 8.ª Esquadra, onde permanece sob custódia enquanto o processo segue os trâmites legais.
Electrificação das grades visava afastar criminosos
Durante as diligências, o menor explicou às autoridades que decidiu electrificar as grades da residência com o objectivo de afastar possíveis assaltantes. De acordo com o seu relato, a casa vinha sendo alvo recorrente de tentativas de roubo, sobretudo da sua motorizada.
No entanto, a decisão acabou por gerar consequências fatais. Ao optar por um meio ilegal e perigoso de protecção, o jovem expôs terceiros a um risco elevado, o que culminou na morte de uma vizinha.
Vítima morreu no local após descarga eléctrica
De acordo com informações recolhidas no local, a vítima aproximou-se da residência sem saber que as grades se encontravam sob corrente eléctrica. Nesse momento, ao tocar na estrutura metálica, sofreu uma descarga eléctrica de grande intensidade.
Infelizmente, a mulher perdeu a vida de forma imediata, antes da chegada de qualquer socorro. Além disso, moradores relataram que não existia qualquer sinal de aviso que alertasse para o perigo, o que tornou o acidente ainda mais grave.
Menor confessou o acto às autoridades
Após o sucedido, agentes da PRM deslocaram-se ao local e iniciaram as investigações. Durante o interrogatório, o menor confessou ter sido o responsável pela electrificação das grades, assumindo que ligou os cabos eléctricos directamente à estrutura metálica.
Dessa maneira, a polícia confirmou que o acto não resultou de falha técnica ou acidente doméstico, mas sim de uma acção deliberada. Por isso, as autoridades avançaram com a detenção imediata do jovem.
PRM esclarece responsabilidade criminal do menor
Falando à imprensa, o porta-voz do Comando Provincial da PRM em Sofala, Honório Chimbo, explicou que a idade do suspeito não o isenta automaticamente de responsabilidade criminal. Nesse sentido, afirmou que o menor beneficia do regime de inimputabilidade nativa, conforme estabelece a lei moçambicana.
Ainda assim, Chimbo esclareceu que o processo seguirá os mecanismos legais aplicáveis a menores em conflito com a lei. Assim, o caso será remetido às instâncias competentes, incluindo o Tribunal de Menores.
PRM alerta para práticas ilegais e perigosas
Na sequência do caso, a PRM lançou um apelo à população para que evite práticas ilegais e extremamente perigosas na protecção das residências. Segundo a corporação, o uso de electricidade em grades, portões ou cercas representa um risco grave para a vida humana.
Além disso, a polícia recordou que este tipo de prática constitui crime, independentemente da intenção do autor. Dessa forma, recomenda-se o recurso a soluções legais e seguras para garantir a segurança das famílias.
Alternativas seguras para protecção residencial
A PRM aconselha os cidadãos a optarem por meios adequados de protecção, como fechaduras reforçadas, iluminação externa, vigilância comunitária e sistemas de alarme certificados. Ao mesmo tempo, a corporação incentiva a colaboração com as autoridades locais sempre que existirem suspeitas de criminalidade.
Por conseguinte, a polícia defende que a prevenção do crime deve assentar na cooperação entre comunidades e forças de segurança, evitando soluções improvisadas que coloquem vidas em perigo.
Comunidade em choque após tragédia
A morte da vizinha gerou forte comoção no bairro da Manga – Passagem de Nível. Desde então, moradores expressam preocupação com a insegurança e com o recurso a métodos extremos de auto-protecção.
Por fim, a PRM reiterou que continuará a intensificar ações de sensibilização junto das comunidades. Entretanto, o processo segue os trâmites legais, enquanto a comunidade tenta lidar com uma tragédia que poderia ter sido evitada.

