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Subiu para 94 o Número de Mortos na Atual Época Chuvosa em Moçambique

INGD alerta que risco de cheias, afogamentos e descargas atmosféricas ainda persiste

O número de vítimas mortais causadas pela atual época chuvosa em Moçambique subiu para 94 pessoas. A informação foi confirmada pela presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, que alertou para a persistência dos riscos, apesar do ligeiro abrandamento das chuvas em algumas regiões do país.

Segundo a responsável, a maioria das mortes registadas resulta de afogamentos e descargas atmosféricas. Além disso, várias vítimas perderam a vida devido ao desabamento de paredes e estruturas precárias, sobretudo em zonas vulneráveis e densamente povoadas.

Afogamentos lideram causas de morte

Luísa Meque explicou que os afogamentos continuam a representar a principal causa de óbitos nesta época chuvosa. De acordo com o INGD, muitas pessoas insistem em aproximar-se das margens dos rios, mesmo em períodos de chuvas intensas e com alertas emitidos pelas autoridades.

Dessa forma, a subida repentina do nível das águas acaba por surpreender moradores, pescadores e transeuntes. Consequentemente, várias vidas perdem-se em situações que poderiam ser evitadas com maior prudência e respeito pelas recomendações oficiais.

Descargas atmosféricas continuam a fazer vítimas

Outro fator de grande preocupação são as descargas atmosféricas, que continuam a provocar mortes em várias províncias. Segundo dados preliminares, muitos dos incidentes ocorrem em zonas rurais, onde as pessoas se encontram ao ar livre durante tempestades, sem proteção adequada.

Além disso, casas construídas com materiais frágeis e sem sistemas de proteção contra relâmpagos aumentam o risco de mortes. Assim, o INGD reforça a necessidade de evitar áreas abertas e árvores durante trovoadas.

Desabamento de estruturas agrava cenário

A época chuvosa também expõe a fragilidade das infraestruturas habitacionais em várias regiões do país. De acordo com as autoridades, o desabamento de paredes e casas contribuiu significativamente para o número de óbitos registados.

Por um lado, a pobreza limita o acesso a materiais de construção resistentes. Por outro, a ocupação de zonas de risco, como encostas e áreas propensas a inundações, agrava a vulnerabilidade das populações. Consequentemente, chuvas intensas transformam-se rapidamente em tragédias humanas.

Centro e sul do país entre as zonas mais afetadas

A atual época chuvosa tem sido marcada por alertas frequentes de chuvas fortes e ventos intensos, principalmente nas regiões centro e sul de Moçambique. Nessas zonas, rios registaram níveis elevados, aumentando o risco de cheias e inundações.

Por isso, as autoridades ativaram planos de contingência e ações de antecipação, incluindo a monitorização de bacias hidrográficas e o pré-posicionamento de meios de assistência humanitária. Ainda assim, os desafios logísticos e a dispersão geográfica dificultam uma resposta rápida em todas as áreas afetadas.

INGD mantém alerta apesar de abrandamento das chuvas

Apesar de se registar um ligeiro abrandamento da precipitação em algumas zonas, Luísa Meque sublinhou que o perigo permanece elevado. Segundo a presidente do INGD, o solo continua saturado, o que aumenta a probabilidade de inundações repentinas mesmo com chuvas moderadas.

Dessa maneira, a responsável apelou à população para manter elevados níveis de vigilância e cumprir rigorosamente as orientações das autoridades locais. Além disso, reforçou a importância de evacuar zonas de risco sempre que recomendado.

Apelos à prevenção e responsabilidade coletiva

O INGD voltou a apelar à responsabilidade individual e coletiva na prevenção de desastres. Entre as recomendações, destacam-se evitar atravessar rios ou zonas alagadas, não construir em áreas propensas a cheias e procurar abrigo seguro durante tempestades.

Ao mesmo tempo, especialistas defendem a necessidade de investimentos estruturais de longo prazo, incluindo melhoria das habitações, sistemas de drenagem eficientes e educação comunitária sobre riscos climáticos. Assim, será possível reduzir o impacto humano de fenómenos naturais recorrentes.

Época chuvosa continua a testar capacidade de resposta

A subida para 94 mortos evidencia, mais uma vez, os desafios que Moçambique enfrenta durante a época chuvosa. Enquanto as autoridades reforçam ações de mitigação, milhares de famílias continuam expostas a riscos elevados.

Por fim, o INGD alerta que a época chuvosa ainda não terminou e que novas ocorrências podem surgir. Entretanto, a prevenção e a atenção aos avisos oficiais permanecem as principais ferramentas para salvar vidas.

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