Uma criança em estado grave, com suspeita de malária cerebral, foi recusada no Hospital de Muelé mesmo apresentando convulsões e dificuldades respiratórias. O caso gerou forte indignação pública e voltou a expor fragilidades no atendimento de urgência do sistema nacional de saúde.
De acordo com a família, os profissionais de saúde da unidade hospitalar optaram por não prestar assistência imediata. Como resultado, os familiares decidiram agir rapidamente e transportaram a criança para o Hospital Provincial.
Família agiu para evitar o pior
No Hospital Provincial, a equipa médica iniciou o tratamento de forma imediata. Além disso, os profissionais confirmaram a gravidade do quadro clínico e mantêm a criança internada sob cuidados intensivos.
Durante o percurso até à nova unidade de saúde, a situação manteve-se crítica. Ainda assim, a rapidez da família foi decisiva para garantir atendimento especializado.
Comunidade exige respostas
Entretanto, familiares e membros da comunidade classificam o episódio como um caso claro de negligência médica. Para muitos, a recusa inicial colocou a vida da criança em risco desnecessário.
Até agora, a direção do Hospital de Muelé não apresentou esclarecimentos públicos sobre o sucedido. Por isso, cresce a pressão para que as autoridades de saúde investiguem o caso e adotem medidas concretas.
Por fim, o episódio reforça a urgência de melhorar o atendimento de emergência, sobretudo em unidades sanitárias periféricas, onde atrasos e recusas continuam a custar vidas.

