O administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI) em Moçambique, Pedro Ferraz Reis, foi encontrado sem vida na noite de domingo, 18 de Janeiro, nas casas de banho do Hotel Polana, na cidade de Maputo.
Segundo informações confirmadas por fontes próximas do processo, o corpo foi localizado no interior de uma das instalações sanitárias do hotel, uma das unidades hoteleiras mais emblemáticas da capital moçambicana. No entanto, até ao momento, as autoridades ainda não divulgaram detalhes oficiais sobre as circunstâncias da morte.
Figura de destaque no sector bancário
Pedro Ferraz Reis era cidadão português e exercia funções como administrador do BCI Moçambique. Além disso, desde 2023, integrava o Conselho da Diáspora Portuguesa, desempenhando um papel relevante na ligação entre empresários portugueses e o espaço lusófono.
Antes de assumir o cargo de administrador, o gestor tinha ocupado a função de director financeiro (CFO) da instituição bancária. Assim, ao longo da sua carreira no banco, destacou-se pelo envolvimento directo nos processos de governação financeira e estratégica.
Mais de uma década a viver em Moçambique
O administrador financeiro residia em Moçambique há mais de dez anos. Durante esse período, construiu uma carreira sólida no sector bancário nacional, ganhando reconhecimento entre colegas e parceiros institucionais.
Por esse motivo, a sua morte causou forte comoção no meio financeiro e empresarial, tanto em Moçambique como na comunidade portuguesa residente no país.
BCI emite nota de pesar
Entretanto, o Banco Comercial de Investimento já emitiu uma nota oficial de pesar. No comunicado, a instituição lamenta profundamente a perda e destaca o percurso profissional do administrador.
Segundo o BCI, Pedro Ferraz Reis distinguiu-se “pelo elevado sentido de responsabilidade, pela dedicação à instituição e pelo contributo relevante para o fortalecimento da governação, da solidez e da reputação do banco”. Além disso, o banco sublinha o impacto positivo do seu trabalho na consolidação da confiança institucional.
Autoridades acompanham o caso
Enquanto isso, as autoridades competentes acompanham o caso. Embora não tenham sido avançadas informações oficiais sobre as causas da morte, espera-se que as entidades responsáveis esclareçam os factos nos próximos dias.
Até lá, o caso continua a gerar atenção pública, sobretudo devido à relevância da figura envolvida e ao impacto da sua morte no sector financeiro nacional.

