Banco Central do Kenya proíbe uso de notas bancárias em arranjos florais decorativos
Instituição alerta que prática constitui desfiguração da moeda e pode resultar em penas de até sete anos de prisão.
O Banco Central do Kenya (CBK) proibiu o uso de notas bancárias para a criação de buquês e arranjos florais decorativos. A instituição alertou que a prática configura desfiguração da moeda nacional e viola as leis que regulam o seu uso.
Segundo o banco central, qualquer pessoa que utilize notas para fins decorativos poderá enfrentar penalizações severas. Além disso, os infractores correm o risco de serem condenados a penas que podem chegar a sete anos de prisão, caso sejam considerados culpados.
Prática ganhou popularidade nos últimos anos
A tendência dos chamados buquês de dinheiro ganhou popularidade nos últimos anos, sobretudo em celebrações como aniversários, casamentos e datas comemorativas. No entanto, a prática consiste em enrolar e prender notas de diferentes valores, simulando flores, o que o CBK considera uma violação directa da integridade da moeda.
Por isso, o banco central reforçou que as notas devem ser usadas exclusivamente como meio legal de pagamento e reserva de valor, não como objecto decorativo.
Proibição surpreende com aproximação do Dia dos Namorados
A decisão apanhou de surpresa muitos cidadãos, especialmente mulheres que já aguardavam receber buquês de dinheiro no mês dos namorados. Ainda assim, o CBK sublinhou que a preservação da moeda nacional deve prevalecer sobre tendências sociais.
Moçambique ainda não proíbe prática
Em Moçambique, o uso de notas bancárias para fins decorativos ainda não constitui uma infracção. Contudo, o alerta do Kenya levanta o debate sobre a necessidade de maior consciencialização em relação ao uso responsável da moeda.
Especialistas defendem que o Banco de Moçambique poderá, no futuro, inspirar-se neste tipo de medida para proteger a integridade do metical.

