O Partido ANAMOLA condenou, esta terça-feira (21), o assassinato a tiros de dois coordenadores distritais no distrito de Luabo, na província da Zambézia. O Secretário-Geral do partido, Messias Uarreno, apresentou a posição durante uma conferência de imprensa.
Homicídios ocorreram em dias consecutivos
De acordo com Uarreno, os crimes ocorreram nos dias 17 e 18 deste mês. Segundo o partido, um membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) terá cometido os homicídios. Além disso, o dirigente alertou que os casos surgem num período crítico, marcado por cheias que afectam várias regiões do país.
No primeiro caso, os agressores dispararam três tiros contra Chissone Minesse, coordenador do Posto Administrativo de Chimbazo, no dia 17 de Janeiro. Já no dia seguinte, tiros fatais atingiram Zito Cheras, coordenador da Localidade no distrito de Luabo.
Partido denuncia perseguição política
Segundo o ANAMOLA, os assassinatos revelam um cenário de perseguição política na província da Zambézia. Por isso, Uarreno afirmou que o partido vive um momento de choque, indignação e profunda consternação.
“Manifestamos solidariedade total às famílias enlutadas e garantimos apoio moral e político permanente”, declarou o Secretário-Geral.
ANAMOLA anuncia processos-crime
Entretanto, o partido confirmou que vai avançar com processos-crime contra todos os envolvidos. De acordo com a direcção do ANAMOLA, as autoridades já identificaram o autor material dos homicídios.
Além disso, a direcção provincial da Zambézia prepara a submissão de queixas-crime ao nível distrital e provincial. Paralelamente, a liderança nacional vai apresentar uma participação formal junto da Procuradoria-Geral da República.
Comunicação a entidades nacionais e internacionais
O ANAMOLA anunciou ainda que vai informar o corpo diplomático acreditado em Moçambique, bem como várias organizações internacionais de defesa dos Direitos Humanos. Do mesmo modo, o partido pretende notificar os financiadores do Diálogo Nacional Inclusivo.
Segundo Uarreno, estas entidades precisam compreender a gravidade da situação política no país e o impacto destes actos na convivência democrática.
Apelo à vigilância e à legalidade
Apesar da tensão, o Secretário-Geral reafirmou o compromisso do ANAMOLA com a via democrática. Contudo, alertou que a persistência de actos violentos coloca em risco a estabilidade política.
Por fim, Uarreno apelou à vigilância comunitária nos bairros e quarteirões, defendendo maior fiscalização da actuação de agentes da UIR. “A impunidade apenas perpetua a violência e enfraquece o Estado de Direito”, concluiu.

