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SERNIC regressa ao Comando da Matola, encerra via e apreende viatura ligada a agentes do GOE

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) regressou, na manhã desta quinta-feira (22), ao Comando Provincial da Matola, reforçando as acções no âmbito das investigações ao assassinato do agente João Paulo.

O crime ocorreu no bairro do Fomento, no passado dia 3 de Janeiro, e continua a provocar fortes tensões entre corporações.

SERNIC encerra via e monta operação de grande escala

Por volta das 09h00, agentes do SERNIC fecharam totalmente a via de acesso ao comando, impedindo a circulação rodoviária nos dois sentidos.

Além disso, a corporação mobilizou um veículo de reboque para apreender uma viatura do tipo Toyota Ractis, associada a agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE).

Segundo fontes da investigação, a viatura apresenta ligação directa aos suspeitos do homicídio.

Detenções confirmadas após impasse inicial

No dia anterior, o SERNIC manteve o Comando Provincial cercado durante várias horas. Na altura, surgiram informações de que a operação não tinha tido sucesso.

No entanto, novas diligências permitiram confirmar que três agentes já se encontram detidos.

Entre eles está um agente conhecido por Magule, afecto à Terceira Esquadra. Além disso, as autoridades emitiram mandados de captura contra outros suspeitos que continuam em fuga.

Viatura roubada liga suspeito a crime transnacional

O 4Vês Repórter apurou que Magule foi intercetado na posse de uma viatura cinzenta, roubada durante um assalto à mão armada na África do Sul.

Entretanto, outros agentes da PRM permanecem por localizar. Fontes indicam que alguns foram recentemente transferidos, numa tentativa de dispersão.

Agentes do GOE conduzidos para a Cadeia da Machava

Durante a noite de quarta-feira, o SERNIC conduziu os agentes detidos para a Cadeia de Máxima Segurança da Machava.

A corporação contou com o apoio de uma força especial do SERNAP, que assegurou o transporte e a custódia dos indiciados.

Por isso, a movimentação de viaturas em alta velocidade, registada durante a noite, correspondeu à retirada forçada dos suspeitos do comando.

Inspector detido tentou entrar com uniforme policial

As investigações confirmaram que um dos detidos exerce funções como inspector da Polícia de Protecção (PP), na mesma esquadra onde trabalhava o agente assassinado.

Ao dar entrada na cadeia, o inspector trajava uniforme da unidade “Pingo” da PRM. Contudo, as autoridades obrigaram-no a trocar de vestuário, uma vez que o regulamento proíbe o uso de uniforme no interior das celas.

População alarmada e expectativa por esclarecimentos

Entretanto, a forte presença policial gerou alarme entre moradores, comerciantes e trabalhadores da zona.

Contactada pelo 4Vês Repórter, a porta-voz do Comando Provincial da Matola, Carmelita Leite, afirmou que iria inteirar-se do assunto.

“Assim que tivermos informações confirmadas, iremos pronunciar-nos”, garantiu.

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