Líder Supremo do Irão ordena “disparar a matar”: repressão deixa 36 mil mortos em apenas dois dias
O líder supremo do Irão deu ordens explícitas às forças de segurança para esmagar manifestações populares “a qualquer custo”. Além disso, expressões como “disparar a matar” e “não mostrar misericórdia” foram transmitidas, de acordo com investigação do The New York Times. Como resultado, a repressão deixou cerca de 36 mil mortos em apenas dois dias, transformando-se numa das mais violentas da história recente do país. O uso de munições reais, veículos blindados e ações direcionadas contra civis e jornalistas expôs a brutalidade do regime e, consequentemente, provocou indignação internacional.
Escalada da violência e mortes em massa
Segundo fontes ligadas ao aparelho de segurança iraniano, a ordem de “não mostrar misericórdia” foi transmitida diretamente aos militares e forças de repressão. Durante os dois dias mais críticos, milhares de manifestantes foram alvejados nas ruas de Teerão e de outras grandes cidades. Além disso, testemunhas relatam disparos à queima-roupa contra manifestantes, transeuntes e jornalistas, enquanto hospitais enfrentavam sobrelotação e, consequentemente, feridos não recebiam atendimento adequado.

Estratégias do regime para controlar informações
O governo iraniano implementou severas restrições às comunicações, bloqueando redes sociais e limitando o acesso à internet para impedir a circulação de imagens e relatos. No entanto, apesar das tentativas de censura, vídeos e fotos das manifestações e da violência repercutiram internacionalmente. Dessa forma, a dimensão real da repressão foi exposta, aumentando a pressão sobre o regime.
Impacto humanitário e resposta internacional
Organizações de direitos humanos alertam que o número de vítimas pode ser ainda maior. Por outro lado, autoridades iranianas negam os dados e classificam os protestos como “atos de sabotagem”. Além disso, especialistas apontam que a repressão extrema evidencia fissuras profundas no regime e reacende debates sobre possíveis crimes contra a humanidade. Consequentemente, a comunidade internacional acompanha com preocupação a situação, com declarações de governos e entidades que pedem responsabilização.
Contexto e implicações políticas
A violência ocorre em um contexto de crescente insatisfação popular no Irão, marcada por protestos contra restrições políticas, desigualdade econômica e repressão sistemática. Por exemplo, analistas internacionais apontam que a brutalidade das ações governamentais pode gerar ainda mais instabilidade e aumentar a atenção de organizações multilaterais, como a ONU, sobre o respeito a direitos humanos no país.
Conclusão
Apesar da repressão violenta, os protestos mostram resistência civil e continuam sendo acompanhados de perto pelo mundo. Além disso, a situação no Irão levanta questões sobre a proteção de direitos humanos, a liberdade de expressão e a responsabilidade de regimes autoritários. Portanto, o monitoramento internacional e a cobertura jornalística permanecem essenciais para documentar a realidade dos acontecimentos.

